domingo, 1 de novembro de 2009

Do tamanho de uma mão...


Tem coisas em si mesmas injustificáveis, como a dor íntima do improvável que tantas vezes vem baquear no peito e revirar a gente por dentro...

Se as muralhas fossem construídas de línguas e sílabas, faria um soneto pra você e declamaria lá do alto farol das imensidades, aprenderia a cantar e dançaria só pra ver você sorrir...

Mas não é assim que se fazem as flores, não é assim que se fazem certezas...

Elas nascem fracas entre os dedos, nas dobrinhas das falanges, nas rachaduras dos lábios e precisam se fortificar para tornarem-se pétalas...

...precisam firmar ramos, aprofundar-se em raízes...

...os milagres e sonhos precisam de tempo...

...mas nem sempre nos é permitido lhe dar prazos...


Dedicado a uma pessoinha muito especial que hoje foi lá pra cima cuidar da gente...